Descrição
“A parede como campo de antropofagia cultural.”
Esta série de azulejos autorais parte do pensamento antropofágico para tensionar herança e ruptura. O ornamento clássico europeu — símbolo de ordem, simetria e permanência — é interrompido por formas tropicais, gestos modernos e paisagens fragmentadas. Aqui, a moldura não protege. Ela é atravessada. Cada peça é pintada à mão em faiança e pensada como obra singular, onde o clássico não é rejeitado, mas devorado e transformado. Mais do que revestimento, estes azulejos afirmam a parede como território artístico — um campo de choque entre passado e presente, entre controle e gesto, entre Europa e Brasil.
Marcial Rosa











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